sábado, 14 de novembro de 2009

Eu amo o meu cão.

Publicada por Sofia à(s) sábado, novembro 14, 2009

Amo mesmo. Como se ama uma pessoa.
Toda a minha vida achei que era uma pessoa de gatos, talvez por nunca ter tido cães e sempre gatos. Agora sei: sou definitivamente uma pessoa de cães.
E sou a fã número Um do meu. Percebi que ia adorá-lo no primeiro dia, quando ele tremia da viagem e eu lhe peguei e ele parou de tremer.
Adoro como ele se senta (ou deita depende do sono) sempre em cima dos nosso pés para que quando sairmos dali ele saiba.
Ele é realmente um dono-dependente, e tem de estar sempre a ver-nos. Por isso mudou de poltrona habitual, porque a onde ele costumava dormir não dava para nos ver no escritório.
Quando acorda, vem sempre ter connosco e põe as patinhas em cima de nós, a pedir mimos, e fica assim a suspirar, cheio de sono enquanto os recebe.
A relação dele com o Juni é um a típica entre 'irmãos': amor/ódio. Há dias que ladram/miam um para o outro o dia inteiro, e um finge que morde, o outro arranha mesmo e no entanto há aqueles dias em que dormem um ao pé do outro, em que o gato se roça a ele, e o cão com uma lambidela lhe lava a cabeça. E depois há os ciúmes. São muitos e grandes. O Bully não pode ver o gato a receber mimos meus. Vem logo com o seu jeito bruto expulsá-lo literalmente de cima de mim.
Depois temos a faceta destruidora que eu achava que ele não ia ter porque nos tempos de cachorro era tão sossegado. Parece que afinal a ele deu-lhe mais tarde. É agora com quase um ano que destrói tudo. Que o digam os meus óculos de ver (que até as lentes comeu!), os fios da Tv Cabo e os do telefone , a nossa colecção de revistas, que agora está reduzida a cinco, os sacos do Continente, o movél do escritório e a ex-casa dele.
Mas ele não é burro nenhum. Sabe bem a porcaria que faz, tanto sabe que quando a faz e nós chegamos a casa, ele baixa as suas orelhas de morcego e cola a barriga ao chão como um soldado disfarçado. E faz aquele olhar de pena como quem pede perdão.
Quando estamos a comer a mesma história, faz aquela carinha que quem não o conhecer pensa que ele passa fome. Ah, e está comprovado, ele gosta de manteiga de amendoim tanto quanto eu.
Adoro como todos nós pensamos que ele é super maricas e de cão de guarda não tem nada mas depois surpreende-nos quando nos defende de outros cães e ladra ferozmente quando eu vou passeá-lo sozinha e alguém de aspecto duvidoso se aproxima.
Adoro como ele é tosco, e aqui aquela história de os cães serem parecidos com os donos, só pode ser verdade. É vê-lo deitado no sofá, virar-se e cair no chão. É vê-lo saltar-nos para o colo e bater com a cabeça na mesa. É vê-lo a correr pela casa e não se deviar das mesas. "É como tu diz-me o Bruno" Mas eu não percebo porquê. De desastrada não tenho nada não é verdade?
É um regalo para o coração quando adormeco no sofá e acordo com a boca dele mesmo colada á minha como quem dá um beijinho. E se acordei é porque ele estava a ressonar a alto e bom som, de certeza.
Em suma: Eu Amo o meu cão. Amo mesmo. Como se ama uma pessoa.

9 comentários on "Eu amo o meu cão."

Anne on 15 de novembro de 2009 às 00:15 disse...

tãooooo lindo. :)
tb gosto de cães mas sou mais pessoa de gatos. mas o teu deve ser um amor... tão rico. :P

Clairvoyant on 15 de novembro de 2009 às 08:51 disse...

Sem qualquer novidade para mim. Tenho uma menina assim já com 12 anos, e é idêntica. Também faz travessuras e depois fica com aquele olho pidão.

Adora perfumar-se, sempre que usamos qualquer perfume, acaba sempre por cair qualquer coisa no chão e ela vai rebolar-se em cima para ficar com o cheiro.

É uma velhaquita deliciosa, tem imensos ciumes da minha mulher e não pode ver-nos abraçados que começa logo a rosnar e a bater com as batas nas minhas pernas.

Já nos conhece bem, e sempre que estamos doentes ou com qualquer preocupação, fica inquieta e vem deitar-se ao nosso lado. Durante a refeição vem sempre para perto da mesa refilar se não lhe damos da nossa comida. E pode ser igual, mas se não sai do nosso prato ela fica desconfiada e só come quando a fome aperta mesmo.

Já em velhota deu-nos 2 sustos de morte. Uma vez comeu um saco de plástico e outra apanhou uma pedrada com uns calmantes que tinham caído na despensa e pensámos terem sido todos recolhidos. A bicha lá descobriu nem sabemos quantos e vá para o bucho. Apanhou uma moca tal que parecia estar em woodstock.

Muito desconfiada, mal tocam à campainha ela dispara a ladrar para a porta, e não gosta que venham estranhos cá a casa. Mas mesmo que nunca tenha visto essa pessoa, se lhe der uma goluseima ou a levar à rua, passou a ser o melhor amigo. Nunca vi cadela tão interesseira.

Seja como for, ela entende-se mais como pessoa do que cadela, tem uma personalidade muito forte e é uma amiga incondicional. É sensivel e comodista, por ela era paparicada o dia todo. Quando não obtêm o que quer, mostra-se zangada, vira as costas e vai deitar-se na cama dela.

A minha Tuxa é isto tudo e muito mais. Só vivendo com ela chegamos a perceber a variedade e profundidade dos seus sentimentos.

A minha mulher diz que após a Tuxa não quer mais cães, mas eu não sei se sou capaz de viver sem um animal a preencher a nossa vida e a dar alegria na nossa casa.

on 15 de novembro de 2009 às 10:27 disse...

Já pensei escrevfer algo parecido em relação aos meus gatos, porque o que sinto é amor também - tenho saudades deles quando estou longe, adoro conversar, brincar e mimá-los e não me imagino a viver sem eles. Sim, é amor...:)

Alexandre on 15 de novembro de 2009 às 12:20 disse...

Se ele compreendesse este texto... Faço ideia a felicidade dele.

Está muito bom o texto *

Saga on 15 de novembro de 2009 às 13:51 disse...

E eu a minha cadelinha velhinha. :)

**

Vespinha on 15 de novembro de 2009 às 18:30 disse...

Sou uma pessoa de gatos... mas se calhar por não ter um jardim enorme onde pudesse ter montes de cães!

Bloguótico on 15 de novembro de 2009 às 22:09 disse...

Depois disso, até eu não me importava de ser cão! :D

Marlene on 16 de novembro de 2009 às 17:57 disse...

Eu sei o que isso é! Sei mesmo. Chorei tanto quando andava doente...
Mas agora está tudo bem :D e é a alegria lá de casa.
Se sou pessoa de cães ou de gatos... Bem... Dos dois :D É difícil decidir. Amo-os da mesma forma

chapeu de sol amarelo on 17 de novembro de 2009 às 10:07 disse...

gostei...:-)

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Se não gostares do que provaste, podes sempre pôr á borda do prato. De qualquer maneira, deixa a tua dentada!

sábado, 14 de novembro de 2009

Eu amo o meu cão.


Amo mesmo. Como se ama uma pessoa.
Toda a minha vida achei que era uma pessoa de gatos, talvez por nunca ter tido cães e sempre gatos. Agora sei: sou definitivamente uma pessoa de cães.
E sou a fã número Um do meu. Percebi que ia adorá-lo no primeiro dia, quando ele tremia da viagem e eu lhe peguei e ele parou de tremer.
Adoro como ele se senta (ou deita depende do sono) sempre em cima dos nosso pés para que quando sairmos dali ele saiba.
Ele é realmente um dono-dependente, e tem de estar sempre a ver-nos. Por isso mudou de poltrona habitual, porque a onde ele costumava dormir não dava para nos ver no escritório.
Quando acorda, vem sempre ter connosco e põe as patinhas em cima de nós, a pedir mimos, e fica assim a suspirar, cheio de sono enquanto os recebe.
A relação dele com o Juni é um a típica entre 'irmãos': amor/ódio. Há dias que ladram/miam um para o outro o dia inteiro, e um finge que morde, o outro arranha mesmo e no entanto há aqueles dias em que dormem um ao pé do outro, em que o gato se roça a ele, e o cão com uma lambidela lhe lava a cabeça. E depois há os ciúmes. São muitos e grandes. O Bully não pode ver o gato a receber mimos meus. Vem logo com o seu jeito bruto expulsá-lo literalmente de cima de mim.
Depois temos a faceta destruidora que eu achava que ele não ia ter porque nos tempos de cachorro era tão sossegado. Parece que afinal a ele deu-lhe mais tarde. É agora com quase um ano que destrói tudo. Que o digam os meus óculos de ver (que até as lentes comeu!), os fios da Tv Cabo e os do telefone , a nossa colecção de revistas, que agora está reduzida a cinco, os sacos do Continente, o movél do escritório e a ex-casa dele.
Mas ele não é burro nenhum. Sabe bem a porcaria que faz, tanto sabe que quando a faz e nós chegamos a casa, ele baixa as suas orelhas de morcego e cola a barriga ao chão como um soldado disfarçado. E faz aquele olhar de pena como quem pede perdão.
Quando estamos a comer a mesma história, faz aquela carinha que quem não o conhecer pensa que ele passa fome. Ah, e está comprovado, ele gosta de manteiga de amendoim tanto quanto eu.
Adoro como todos nós pensamos que ele é super maricas e de cão de guarda não tem nada mas depois surpreende-nos quando nos defende de outros cães e ladra ferozmente quando eu vou passeá-lo sozinha e alguém de aspecto duvidoso se aproxima.
Adoro como ele é tosco, e aqui aquela história de os cães serem parecidos com os donos, só pode ser verdade. É vê-lo deitado no sofá, virar-se e cair no chão. É vê-lo saltar-nos para o colo e bater com a cabeça na mesa. É vê-lo a correr pela casa e não se deviar das mesas. "É como tu diz-me o Bruno" Mas eu não percebo porquê. De desastrada não tenho nada não é verdade?
É um regalo para o coração quando adormeco no sofá e acordo com a boca dele mesmo colada á minha como quem dá um beijinho. E se acordei é porque ele estava a ressonar a alto e bom som, de certeza.
Em suma: Eu Amo o meu cão. Amo mesmo. Como se ama uma pessoa.

9 comentários:

  1. tãooooo lindo. :)
    tb gosto de cães mas sou mais pessoa de gatos. mas o teu deve ser um amor... tão rico. :P

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  2. Sem qualquer novidade para mim. Tenho uma menina assim já com 12 anos, e é idêntica. Também faz travessuras e depois fica com aquele olho pidão.

    Adora perfumar-se, sempre que usamos qualquer perfume, acaba sempre por cair qualquer coisa no chão e ela vai rebolar-se em cima para ficar com o cheiro.

    É uma velhaquita deliciosa, tem imensos ciumes da minha mulher e não pode ver-nos abraçados que começa logo a rosnar e a bater com as batas nas minhas pernas.

    Já nos conhece bem, e sempre que estamos doentes ou com qualquer preocupação, fica inquieta e vem deitar-se ao nosso lado. Durante a refeição vem sempre para perto da mesa refilar se não lhe damos da nossa comida. E pode ser igual, mas se não sai do nosso prato ela fica desconfiada e só come quando a fome aperta mesmo.

    Já em velhota deu-nos 2 sustos de morte. Uma vez comeu um saco de plástico e outra apanhou uma pedrada com uns calmantes que tinham caído na despensa e pensámos terem sido todos recolhidos. A bicha lá descobriu nem sabemos quantos e vá para o bucho. Apanhou uma moca tal que parecia estar em woodstock.

    Muito desconfiada, mal tocam à campainha ela dispara a ladrar para a porta, e não gosta que venham estranhos cá a casa. Mas mesmo que nunca tenha visto essa pessoa, se lhe der uma goluseima ou a levar à rua, passou a ser o melhor amigo. Nunca vi cadela tão interesseira.

    Seja como for, ela entende-se mais como pessoa do que cadela, tem uma personalidade muito forte e é uma amiga incondicional. É sensivel e comodista, por ela era paparicada o dia todo. Quando não obtêm o que quer, mostra-se zangada, vira as costas e vai deitar-se na cama dela.

    A minha Tuxa é isto tudo e muito mais. Só vivendo com ela chegamos a perceber a variedade e profundidade dos seus sentimentos.

    A minha mulher diz que após a Tuxa não quer mais cães, mas eu não sei se sou capaz de viver sem um animal a preencher a nossa vida e a dar alegria na nossa casa.

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  3. Já pensei escrevfer algo parecido em relação aos meus gatos, porque o que sinto é amor também - tenho saudades deles quando estou longe, adoro conversar, brincar e mimá-los e não me imagino a viver sem eles. Sim, é amor...:)

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  4. Se ele compreendesse este texto... Faço ideia a felicidade dele.

    Está muito bom o texto *

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  5. E eu a minha cadelinha velhinha. :)

    **

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  6. Sou uma pessoa de gatos... mas se calhar por não ter um jardim enorme onde pudesse ter montes de cães!

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  7. Depois disso, até eu não me importava de ser cão! :D

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  8. Eu sei o que isso é! Sei mesmo. Chorei tanto quando andava doente...
    Mas agora está tudo bem :D e é a alegria lá de casa.
    Se sou pessoa de cães ou de gatos... Bem... Dos dois :D É difícil decidir. Amo-os da mesma forma

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